Respeitando os segmentos, não há problema. Entretanto, para adquirir um bem de maior valor, o Consorciado contemplado ficará responsável pela diferença de preço. Se o bem desejado for inferior ao crédito, a diferença poderá ser utilizada para:

Pagar as obrigações financeiras, vinculadas ao bem, até o limite de 10% do valor do crédito, relativas às despesas com transferência de propriedade, tributos e registros cartoriais, instituições de registro e seguros.

Pagar as prestações vincendas, na ordem inversa, a contar da última.

A devolução do valor residual será mediante quitação de suas obrigações junto ao grupo de consórcios.

O Consorciado poderá comprar qualquer bem do segmento definido em seu contrato e no fornecedor que desejar. Por isso, é possível a um consorciado de um determinado grupo de automóvel adquirir, por exemplo, uma moto com seu crédito. Veja como são os segmentos:

  • No caso de imóvel pode ser:
    1. Imóvel Urbano: Novo ou usado, aquisição de imóvel construído, na planta, lote urbano, construção, reforma ou ampliação e quitação de financiamento de mesma titularidade ou de terceiros.
    2. Imóvel Rural: é permitido apenas a aquisição da terra/terreno com suas benfeitorias.
  • No caso de veículos pode ser: Novos ou usados com no máximo 5 (cinco) anos de uso, excluído o ano de sua fabricação, sendo que para:
    1. Veículos leves (passeio) e motos (Todos os grupos);
    2. Máquinas ou implementos agrícolas, caminhão, van, ônibus, micro-ônibus e utilitários.

Pode ser tanto um quanto outro, ou seja, o valor dado em lance pode ser diluído nas prestações vincendas ou diminuir a quantidade das parcelas. No momento de ofertar o lance no sistema, basta selecionar a opção desejada.

Até sim. É permitido ao consorciado contemplado optar pela quitação total de financiamento de sua titularidade ou pela aquisição de bem objeto, com quitação de financiamento habitacional de terceiros, independentemente de qual seja o agente financeiro, observando as regras previstas no Contrato de Adesão.

Sim. O consorciado poderá amortizar o saldo devedor no todo ou em parte, nas seguintes situações:

  • Por antecipação das prestações vincendas (contemplado ou não).
  • Por meio de lance vencedor.
  • Por utilização do seu crédito existente, por meio da aquisição de bem de menor valor.
  • Por solicitação de conversão do seu crédito em espécie após 180 dias da contemplação.

O consorciado não contemplado que antecipar todas as prestações somente terá direito à carta de crédito quando de sua contemplação por sorteio e não poderá utilizar-se dessas prestações para pagamento de lances.

Sim, o consorciado não contemplado pode optar por trocar o valor de sua carta de crédito, apenas dentro do próprio grupo, em até 2 vezes.

O lance será dado em números de parcelas. Quem ofertar o maior número de parcelas será o contemplado.

O lance poderá ser oferecido, após o pagamento do boleto de adesão. Porém, o sistema só estará disponível para as ofertas 10 dias antes da realização da assembleia do grupo.

O consorciado desistente ou excluído participará de um sorteio nas assembleias mensais para devolução do valor devido.

Sim. O Consórcio poderá ser transferido, se contemplado ou não contemplado. Se for contemplado, o adquirente terá seu cadastro e o bem alienado submetido à análise. Essa transferência terá custos previstos em contrato.

Até 60 dias após o encerramento do grupo, a administradora deverá comunicar àqueles consorciados que não utilizaram o crédito, que o dinheiro está à sua disposição.

A finalidade do consórcio é a aquisição de bens ou conjunto de bens, mas o regulamento permite que, nas situações descritas abaixo, o Consorciado receba o seu crédito em espécie:

  • 180 dias após a sua contemplação, desde que tenha quitado suas obrigações para com o grupo;
  • 60 dias após o encerramento e distribuição de todos os créditos do seu grupo.

Neste caso, pode ocorrer duas situações:

  • Consorciado não contemplado – Se o veículo de referência do grupo sofrer desvalorização pela tabela FIPE, o consorciado terá proporcionalmente a mesma desvalorização em sua carta de crédito e em sua parcela mensal.
  • Consorciado contemplado – Se o veículo de referência do grupo sofrer desvalorização pela tabela FIPE, o consorciado manterá o valor de sua carta de crédito, porém terá o desconto proporcional em sua prestação mensal.

Já em caso de valorização do bem de referência temos os seguintes casos:

Consorciado não contemplado – Se o veículo de referência do grupo sofrer valorização pela tabela FIPE, o consorciado terá proporcionalmente a mesma valorização em sua carta de crédito e terá o reajuste sua parcela mensal.

Esta situação também vale para imóveis.

Incidirá multa de 2% e juros de 1% ao mês. Caso o atraso seja de um Consorciado já contemplado, ele poderá ter seus dados incluídos na base de órgãos de proteção ao crédito. Além disso, a Administradora poderá exigir a retomada do bem dado em garantia.

Após a adesão, o consorciado tem 03 (três) dias úteis para efetuar o pagamento do boleto. Não ocorrendo o pagamento neste prazo, automaticamente a cota é cancelada.

Os grupos de veículos são formados por 300 a 1.000 participantes, e os de imóveis, por 400 a 1.000 pessoas.

Alienação fiduciária para bens móveis e imóveis – neste caso, a real proprietária do bem será a Administradora. O consorciado terá apenas a posse do bem até a quitação de suas obrigações para com o Grupo. Além disso, o contrato pode especificar outras garantias complementares, proporcionais às prestações a vencer, que deverão ser apresentadas na contemplação e quando for utilizar o seu crédito. Já para um grupo de serviços, é exigido aval, pois não haverá bem para ser colocado em garantia.

Sim. A pessoa adere ao consórcio de um grupo em andamento e a diferença paga por quem entrou no grupo em formação será diluída pelo prazo atual.

Neste caso, é possível ocorrer duas situações:

  • Se o boleto de adesão for pago até a data de vencimento do Sicoob Consórcios (dia 5), o consorciado participará do sorteio do mês de referência.
  • Se o boleto de adesão for pago após a data de vencimento do Sicoob Consórcios (dia 5), o consorciado participar do sorteio do mês seguinte ao pagamento.

No Sicoob Consórcios não existe taxa de adesão. Quando um indivíduo adere ao Consórcio, a Administradora pode cobrar a primeira mensalidade ou prestação e a antecipação de recursos relativos à taxa de administração. Tudo isso está previsto no Contrato de Adesão.

Basta comparecer a cooperativa e fazer a adesão. Para isso, devem ser apresentados documentos pessoais (CPF e RG) e um comprovante de endereço e renda.

Basicamente, os principais fatores que diferenciam as duas modalidades são o tempo de espera para aquisição e o peso dos juros no balanço final da compra. O Consórcio oportuniza a aquisição de um bem ou serviço sem juros, todavia, sem tempo determinado para iniciar a utilização do bem. No Financiamento, há incidência de juros e o recebimento do produto comprado é imediato ou com data previamente definida. Outro detalhe que faz diferença é que os financiamentos são estendidos por mais tempo do que os Consórcios. Isso porque as parcelas acabam ficando muito altas devido aos juros, o que exige diminuição do valor mensal a ser pago e o consequente aumento do preço total do bem no final das contas.

No final de cada exercício social é apresentado, na Assembléia Geral, o Balanço Geral e a Demonstração do Resultado do exercício que devem conter as Sobras, os resultados dos ingressos menos os dispêndios. São retornadas ao associado após as deduções dos fundos, de acordo com a lei e o estatuto da cooperativa; e Fundo indivisível – valor em moeda corrente que pertence aos associados e não pode ser distribuído e sim destinado ao: fundo de reserva para ser utilizado no desenvolvimento da cooperativa e cobertura de perdas futuras; Fundo de Assistência Técnica Educacional e Social (Fates); e outros fundos que poderão ser criados com a Aprovação da assembléia geral.

A Assembléia Geral é o órgão supremo da cooperativa que, conforme o prescrito da legislação e no Estatuto Social, tomará toda e qualquer decisão de interesse da sociedade. Além da responsabilidade coletiva que se expressa pela reunião de todos, ou da maioria, nas discussões e nas deliberações. A reunião da  Assembléia Geral dos cooperados pode ser Assembléia Geral Ordinária (AGO) – realizada obrigatoriamente uma vez por ano, no decorrer dos três primeiros meses, após o encerramento do exercício social, para deliberar sobre prestações de contas, relatórios, planos de atividades, destinações de sobras, fixação de honorários, cédula de presença, eleição do Conselho de Administração e Fiscal, e quaisquer assuntos de interesse dos cooperados; ou Assembléia Geral Extraordinário (AGE) – realizada sempre que necessário e poderá deliberar sobre qualquer assunto de interesse da cooperativa. É de competência exclusiva da AGE a deliberação sobre reforma do estatuto, fusão, incorporação, desmembramento, mudança de objetivos e dissolução voluntária.

Uma cooperativa de crédito é uma instituição organizada sob forma de sociedade cooperada entre pessoas, de maneira voluntária, para encontrar suas necessidades e aspirações econômicas, sociais e culturais comuns. No Brasil, elas são equiparadas às instituições financeiras (Lei 4.595/64) e seu funcionamento é autorizado e regulado pelo Banco Central (BC). Algumas leis próprias regulamentam o cooperativismo, como a Lei 5.764/71, que institui a modalidade, e uma lei complementar (130/2009), que regula o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo.

Cooperativa é uma associação de, no mínimo, 20 (vinte) pessoas que se unem voluntariamente, com um interesse em comum, economicamente organizada de forma própria e democrática, visam, sem fins lucrativos, a satisfação das necessidades e aspirações econômicas, sociais ou culturais dos seus associados.

É o valor, em moeda corrente, que cada pessoa investe ao associar-se e que serve para o desenvolvimento da cooperativa. É uma conta individual aberta em nome de cada cooperado, na qual é depositada mensalmente quantias previstas no Estatuto Social e também as sobras destinadas anualmente a cada cooperado conforme decisões de assembléias. A soma destas contas/capital formam o capital próprio e o patrimônio da cooperativa. Com esses recursos, a cooperativa movimenta e promove a assistência financeira do grupo e pode oferecer produtos e serviços com os melhores custos do mercado.

É muito simples ser Circuito das Águas associado da Sicoob Circuito das Águas, tanto para pessoa física como pessoa jurídica. Basta trazer os documentos pré-estabelecidos pela gerência, e integralizar o capital social necessário.

Pessoa Física

  • CPF e Identidade
  • CPF e identidade do cônjuge
  • Comprovante de residência
  • Certidão de casamento
  • Comprovante de renda
  • Comprovante de bens móveis e imóveis
  • Declaração de imposto de renda

Pessoa Jurídica

  • Contrato social e última alteração
  • CNPJ
  • Inscrição Estadual
  • DRE e Balanço Patrimonial do último exercício assinado pelo contador
  • Relação do faturamento dos últimos doze meses
  • CPF e identidade dos sócios e cônjuges
  • Comprovante de residência e certidão de casamento dos sócios
  • Declaração de imposto de renda dos sócios.
  • Procuração (se for o caso)

O Sicoob Circuito das Águas possui inúmeras linhas de crédito para oferecer  a seus associados, com juros baixos e condições especiais de pagamento. Disponibiliza produtos e serviços que buscam atender todas as necessidades dos associados e clientes nas cidades onde atua. Contribui diretamente com o desenvolvimento sócio econômico, melhorando a qualidade de vida de todos os cidadãos que fazem parte da área de ação da Sicoob Circuito das Águas.

O cooperativismo é a união voluntária de pessoas que buscam um objetivo comum. Por meio de uma empresa de propriedade coletiva encontram-se soluções para as necessidades econômicas, sociais e culturais do associado. A base do cooperativismo está na igualdade, solidariedade, democracia, ajuda mútua e responsabilidade.

Conheça os princípios que regem o cooperativismo e fazem dele um sistema transformador:

Adesão voluntária e livre

As cooperativas estão abertas a todos. Não há descriminação de sexo, raça, posição social, visão política ou religião.

Gestão livre e democrática

São organizações democráticas controladas pelos associados, que participam efetivamente na formulação de suas políticas e na tomada de decisões.

Participação econômica dos membros

Os associados contribuem igualmente para o capital social de suas cooperativas e o controlam democraticamente. Parte desse capital é propriedade comum da entidade e, quando há sobras, são distribuídas entre os cooperados.

Autonomia e independência

A gestão das cooperativas é sempre um processo democrático e coletivo. Se as cooperativas firmarem acordo com outras organizações ou recorrerem a capital externo, devem assegurar a autonomia da entidade e manter o controle democrático pelos seus cooperados.

Educação, formação e informação

As entidades promovem a educação e a capacitação dos cooperados, representantes e funcionários, para que eles possam contribuir para o seu desenvolvimento. O público em geral também é esclarecido sobre as vantagens e benefícios da cooperação.

Intercooperação

Para alcançar melhores soluções para seus associados, as cooperativas trabalham em conjunto pelas diversas regiões do país.

Interesse pela comunidade

Por meio de políticas aprovadas pelos associados, as cooperativas trabalham para o desenvolvimento sustentado de suas comunidades e fazem parcerias para a realização de programas socioculturais.

As cooperativas de crédito e os bancos são entidades de intermediação financeira, porém com foco bastante distintos.

Enquanto os bancos privilegiam o capital e o acúmulo de patrimônio através de margens de lucros cada vez maiores, as cooperativas de crédito privilegiam seus cooperados, gerando recursos para sua manutenção, expansão e diversificação.

A atuação do banco é de caráter eminentemente econômico, direcionando o capital para as aplicações mais lucrativas, mesmo que desvinculadas de produção e consumo, que é o que gera a riqueza do país.

A atuação da cooperativa é de caráter mais social, atendendo prontamente as necessidades específicas dos cooperados e da sociedade onde está inserida, otimizando a distribuição e a circulação da renda, podendo e devendo atuar como agente de desenvolvimento local.

Principais diferenças entre as cooperativas e os bancos:

As cooperativas de crédito são sociedades de pessoas e não de capital, em que o poder de decisão está na efetiva participação dos sócios e não na detenção de quotas de capital social na instituição;

As cooperativas de crédito têm como objetivo a captação e administração de recursos ou depósitos, empréstimos e prestação de serviços aos cooperados, independentemente da idéia de, como pessoa jurídica, obter vantagens para si, em detrimento do resultado do sócio, este investido da dupla qualidade: de associado e cliente das operações e dos serviços cooperativos;

Suas operações estão restritas ao quadro associativo que é constituído de pessoas físicas e jurídicas;

Os resultados (sobras) são distribuídos entre os sócios, proporcionalmente ao volume de operações que realizaram durante o exercício;

Nas Cooperativas o controle é democrático (1 pessoa = 1 voto) enquanto que nos Bancos o controle é exercido a partir da participação do capital;

As relações obrigacionais entre sócio e cooperativas não se confundem com a de fornecedor e consumidor, pois estas são caracterizadas como atos cooperativos, com tratamento próprio na legislação cooperativista;

É vedada a transferência de quotas-partes (capital social) a terceiros, enquanto que nos Bancos a transferência do capital (ações) pode ser feita livremente (bolsas de valores);

Sobre o resultado não incide tributação (Imposto de Renda e Contribuição Social (CSSL)), em face da tributação se dar na pessoa física do associado;

Tão distinta é a Cooperativa de Crédito que às suas operações e serviços não se aplicam os dispositivos do Código de Defesa do Consumidor. Os negócios jurídicos internos das sociedades cooperativas – os atos cooperativos – decorrem da condição de proprietário e usuário que ostenta o cooperado. Não seria eficaz este reclamar dele próprio, uma vez que aderiu ao estatuto social da sociedade, o qual estabelece a responsabilidade dos sócios pelos negócios jurídicos da mesma.